Orientados por um ideal de solidariedade humana e cristã, com inequívocas raízes nacionais e um paralelo anseio de mais cultura, pretendemos levar essencialmente às camadas jovens os meios indispensáveis à sua valorização, roubando-os à passividade perniciosa ou ao desânimo de incompreendidos que não encontraram, no «mar magno» das multidões, o caminho seguro das suas tendências.

Certamente, muito teria que aproveitar o País se um maior número de instituições, desta natureza, colocasse cada português no seu verdadeiro «posto», deixando-o desabrochar sinceramente para a vida e para o conhecimento mais profundo das necessidades espirituais da Nação Portuguesa.

Ferrão Moreira – Agosto de 1959

domingo, 16 de janeiro de 2011

PROCURANDO, Encontro!

À procura do bem e da verdade

encontrei aqueles que são os meus amigos
e ainda outros que li e são irmãos da nossa procura fraternal
e também esses que ouvi na Música e no sol
e nas cores do pintor e nas formas sublimes dos artistas.
À procura do bem e da verdade
teci uma teia universal de pessoas
que existem realmente à volta da Terra
e embalam o planeta com seus feitos heróicos
do pensamento são , vivo, benigno.

À procura da amizade e da justiça
passei pelos horrores dos crimes e ganâncias
dos ódios e rancores
mas sempre soube que os amigos poetas
por tão poucos que somos, somos grandes na esperança
somos a qualidade na formosura das ideias
e no impulso da abarcar a Terra inteira.
Eu também sou como eles
passo dias, passo noites a pensar nos meus poetas 
e para eles escrevo
e também para os povos que ainda não me leram
e que são quase todos.

Nesta procura morrerei e outros virão logo a seguir,
preciosos de luz  e de verdade
continuar esta sementeira de amor.
A minha vida foi apenas uma ligeira e ténue ondulação do mar que veio molhar de espuma as pernas da juventude.
Fico satisfeito pelo pouco que me deixaram fazer
pelo pouco que escrevi e pelo muito que ainda preciso de atirar para o cesto dos papeis.
E esta vida só terá sentido quando houver tantos poetas que já nem o crime nem a raiva possam subsistir.

Fernando Morais - 2010




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